Letra:
Diácono Gleiber Dantas de Melo
Música: Rosiane Rodrigues
(Imortal da Academia Maceioense de Letras, autora
do Hino de Piranhas - AL)
Refrão:
Enverga, mas não quebra
O galho da Oiticica
do sertão
Nascido em Bembém Dantas
Na terra onde Sant’Ana pôs a mão
1.
Uma porteira
jaz aberta
Um caminho
percorrido
Um alicerce
que nos dá inspiração
Para cantar a nossa história
De família sertaneja
Que recorda o passado com emoção
2.
Nós somos filhos da coragem
Do trabalho
e do gibão
Da plantação,
de um velho engenho
e da fé
Nascemos todos de Fazenda
Num imenso Casarão
Que em nossas veias continua a estar de pé
3.
Mariazinha,
Mãe Quininha,
Assis, Lúcio e Ananias,
Ludgero, Zezinho, Rita
e Joel
Zefinha, Justino e Marica
São os galhos da Oiticica
Doze filhos
deste honrado Coronel
4.
A bolandeira,
no passado,
Que algodão descaroçou
Nos descaroça a saudade que ficou
De sua rede que pescava
E da vela que ardia
Na Capela
quando o tempo a derrubou
5.
Não se tem lenha para o fogo
Nem farinha a preparar
Cadê o ferro que marcava o gado seu?
Resta o açude que irriga
A lembrança de quem fica
Como outrora a Casa Grande abasteceu
6.
São muitas, tantas, Bembém Dantas,
Tuas façanhas, teu papel
Que te fizeram Patriarca em Caicó
Filhos e netos dos teus netos
Continuam teus projetos
De ser fibra longa de algodão mocó